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ABIMOTA lança projeto Q+ para reforçar competitividade de setores que geram 1.451 milhões de euros em volume de negócios

ABIMOTA apresentou, no passado dia 14 de janeiro, o projeto ABIMOTA Q+ – Qualificação da Indústria das Duas Rodas, Ferragens e Mobiliário Metálico, uma iniciativa financiada pelo COMPETE 2030, no âmbito do Portugal 2030, com financiamento da União Europeia, através do FEDER, orientada para o reforço da qualificação, da inovação e da competitividade das PME dos setores que representa.

De acordo com os dados apresentados durante o evento, os setores representados pela ABIMOTA reúnem atualmente 633 empresasempregam mais de 10.900 trabalhadores e registam um volume de negócios conjunto de 1.451 milhões de euroscontribuindo com 380 milhões de euros de Valor Acrescentado Bruto (VAB) para a economia nacional.

Na sessão de abertura, o Presidente da Direção da ABIMOTA, Vital Almeida, destacou que o projeto “reflete a ambição coletiva de reforçar a qualificação e a competitividade das indústrias das duas rodas, das ferragens e do mobiliário metálico”, sublinhando que o atual contexto económico e industrial coloca desafios acrescidos às PME, nomeadamente ao nível da inovação, da gestão estratégica e da sustentabilidade.

A análise económica e setorial esteve a cargo de Hermano Rodrigues (EY-Parthenon), que apresentou dados sobre a evolução recente dos três setores. Em 2023, a Indústria das Duas Rodas registou um volume de negócios de 762 milhões de euros, envolvendo 70 empresas e 3.243 trabalhadores, com crescimentos médios anuais positivos em indicadores como o VAB e o emprego.
Indústria do Mobiliário Metálico contabilizou 295 empresas, cerca de 4.931 trabalhadores e um volume de negócios de 415 milhões de euros, enquanto a Indústria das Ferragens integrou 268 empresas, com 2.757 trabalhadores e um volume de negócios de 274 milhões de euros.

O programa incluiu ainda uma mesa-redonda com líderes empresariais dos três setores, nomeadamente Vital Almeida (Grupo Ciclofapril), Miguel Santos (Manufacturas Santos), João Hernani (Guialmi) e César Coutinho (BIKiNNOV - Bike Value Innovation Center - Association), moderada por Ricardo Luz (Civitta Portugal). O debate centrou-se nos desafios da competitividade, da inovação e da adaptação a novos contextos regulatórios e de mercado.

A sessão foi encerrada por Nuno Gonçalves, Vice-Presidente do Conselho Diretivo do IAPMEI, que salientou o papel dos projetos financiados no âmbito do Portugal 2030 na capacitação e transformação das PME industriais. Para o responsável, a iniciativa da ABIMOTA é “particularmente relevante num contexto de atomização empresarial e de mercados globais exigentes”, defendendo que projetos desta natureza contribuem para “ganhar escala, reforçar competências e antecipar tendências”.
 
O projeto ABIMOTA Q+ tem um custo total de 694,5 mil euros, correspondendo a um investimento elegível de 538,8 mil euros, apoiado por um incentivo FEDER de 458,0 mil euros, o que representa uma taxa de cofinanciamento de 85%. A iniciativa prevê a realização de diagnósticos setoriaisbenchmarking regulatório, competitivo e ESG, a definição de estratégias setoriais, o desenvolvimento de novas metodologias de gestão e a implementação de ações de disseminação, como workshops, webinares e open days, dirigidas às PME dos setores abrangidos.

Financiado pelo COMPETE 2030