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Jorge López conquista 46.º Grande Prémio ABIMOTA após vitória de Enzo Leijnse na etapa

Jorge López conquista 46.º Grande Prémio ABIMOTA após vitória de Enzo Leijnse na etapa

Jorge López (Aviludo-Louletano-Loulé) é o vencedor da 46.ª edição do Grande Prémio ABIMOTA, após a vitória de Enzo Leijnse (Anicolor / Campicarn) na última etapa. O espanhol da equipa algarvia, que hoje foi terceiro classificado na tirada, conquistou, de forma surpreendente, a edição de 2026 da competição, ficando com a Camisola Amarela | HYDRO.

O segundo classificado deste domingo foi João Medeiros (Credibom / LA Alumínios / Marcos Car). Fábio Costa (Feira dos Sofás-Boavista), Camisola Amarela à partida para a terceira etapa, chegou integrado no pelotão, em 12.º lugar, a 1m02s do vencedor. Foi a fuga do dia, com 10 unidades, que chegou à meta.

Três dias de competição muito disputados, fugas muito animadas e três Camisolas Amarelas diferentes. Foi assim, até ao último metro e com a corrida sempre em aberto, que se desenrolou a 46.ª edição do Grande Prémio ABIMOTA.

A última tirada da edição de 2026 ligou Sever do Vouga a Águeda, num percurso com 140 quilómetros. À semelhança de ontem, foi de novo muito movimentada, sobretudo na primeira parte, onde estavam situadas as duas contagens de montanha de segunda categoria. E assim começou a escrever-se a história.

Foi no início do segundo Prémio de Montanha, de Sever do Vouga para Talhadas, que Gaspar Gonçalves (GI Group Holding-Simoldes-UDO) – que tinha ganhado a primeira contagem e podia vencer a Geral dos Trepadores, caso ganhasse nesta segunda subida – sofre uma avaria. Ao ser alcançado, perdeu a hipótese de se tornar o Rei da Montanha desta edição. Com ele seguiam o colega de equipa Andrey André e Viacheslav Ivanov (Feirense Beeceler), conseguindo o russo confirmar a conquista da Camisola Azul, que conservava desde a primeira etapa.

Ainda durante a subida até Talhadas, formou-se um grupo na frente, onde seguia Fábio Costa, sozinho e sem nenhum colega de equipa. Ao longo da subida, vários elementos da Efapel Cycling atacaram o Camisola Amarela, que conseguiu responder a todos. Mas desgastou-se ao longo de toda a escalada até Talhadas.

Ultrapassadas todas estas dificuldades iniciais, a situação de corrida mudou de novo, com a saída de um grupo de 10 unidades, que formaram a fuga do dia. Jorge López era um deles. Era, também, o melhor classificado à Geral, em quarto lugar. Neste grupo seguiam ainda Viacheslav Ivanov, Harrison Wood e Abner González (Feirense Beeceler), Bruno Silva (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), Aleksandr GriIgorev e Joaquim Silva (Efapel Cycling), Enzo Leijnse, João Medeiros e Andrey André.

O pelotão perseguia e ao longo desta segunda parte da tirada, toda ela plana, a equipa do Camisola Amarela tentou anular a fuga. Contou com a ajuda da Anicolor / Campicarn, pontualmente, e numa fase final, com a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua. Mas a Efapel Cycling não colaborou. E a fuga chegou à meta, com o triunfo de Enzo Leijnse e João Medeiros em segundo lugar. Assistiu-se também a um duelo entre López e Harrison Wood, onde o espanhol foi mais forte.

Terminando Jorge López em terceiro lugar na etapa, o que o levou a bonificar, ficava confirmada a conquista do Grande Prémio ABIMOTA. Contou apenas com quatro colegas ao longo da prova, visto que a Aviludo-Louletano-Loulé perdeu o chefe de fila, Nicolás Tivani, Cláudio Leal e Filipe Francisco.

Com a Camisola Amarela entregue a Jorge López, Harrison Wood ficou na segunda posição, a 5 segundos e Fábio Costa foi o terceiro classificado da Geral da edição de 2026 do Grande Prémio ABIMOTA, a 45 segundos do vencedor.

Jorge López estava visivelmente emocionado no final da etapa. Referiu que depois do dia de ontem, “não sabíamos bem o que ia acontecer. Perdemos três elementos, mas no final, tudo saiu perfeito. Senti motivação em dose tripla para dar tudo e conseguir esta vitória: primeiro, queria poder dedicá-la aos meus companheiros que caíram, depois, querer fazer melhor do que o quarto lugar de ontem e por último, celebrar a minha primeira vitória como profissional”.

Já Américo Silva, diretor desportivo da Aviludo-Louletano-Loulé, falou de uma “vitória surpreendente”, sobretudo depois da 1.ª Etapa. “Os ditados portugueses encaixam sempre bem e este é mais um exemplo. Porque depois dos azares vêm as vitórias, depois das tempestades vem a bonança. Ficámos abalados quando perdemos três ciclistas, mas mantivemos a cabeça levantada e sempre com o intuito de lutar pela vitória, que foi muito justa. A dada altura comecei a acreditar que era possível, mas havia outras equipas e interesses. Felizmente conseguimos, o Jorge estava muito forte e hoje fizemos tudo na perfeição”.

As classificações secundárias e respetivas camisolas não sofreram grandes mudanças após a última jornada. Começando pela Geral por Pontos – Camisola Verde FIMEL, permaneceu com Fábio Costa, tal como a Geral da Montanha – Camisola Azul NATURAL-ALUMÍNIOS, que ficou com Viacheslav Ivanov (Feirense Beeceler). O russo venceu, ainda, a Classificação Meta Bolinhas – Camisola Bolinhas EUROTECNOLOGIA. Quanto à Geral Metas Volantes – Camisola Rosa PECOL, essa também ficou com Tiago Antunes.

Pedro Pinto manteve a liderança da Juventude – Camisola Branca A PIMENTA e a Geral Meta Autarquias – Camisola Xadrez LECHLER passou para João Medeiros. Raul Rota foi coroado o melhor corredor das Equipas de Clube – Camisola Encarnada SRAM, liderança que manteve desde a primeira etapa.

O vencedor da Geral de Sub-23 das Equipas de Clube foi Biel Font Grandio (Technosylva Rower Bembibre). A Efapel Cycling foi a vencedora da Geral por Equipas.

Vital Almeida, diretor da corrida e presidente da Direção da ABIMOTA, no final, fez um balanço positivo desta 46.ª edição, sublinhando que “em três dias houve três Camisolas Amarelas, demonstrando uma edição muito competitiva e bem disputada, onde houve dúvidas até ao fim para discutir a vitória. Foi até ao último metro da linha de chegada”.